Ser mãe e dona de casa em outro país

Quais são os desafios de seguir a carreira do marido em outro país

Fazia tempo que um texto não provocava isso em mim: lágrimas. Não lágrimas quaisquer, mas lágrimas de soluçar e de mal conseguir me equilibrar para levantar da cama  – eu leio textos assim que acordo – e fazer o café da manhã das minhas filhas. Ninguém levou lanche pra escola nesse dia, não fui capaz de prepará-los…

Mas afinal, que texto foi esse? Deixo o link aqui para quem quiser, mas resumidamente, trata-se do relato de um homem brasileiro, que abandonou uma bem sucedida carreira, para acompanhar a esposa em Cingapura, onde ela recebeu uma oferta de trabalho irrecusável. Ele tornou-se então “dono de casa” e pai em tempo integral, em um país do outro lado do mundo.

O texto exalta as qualidades do homem, seu altruísmo em suportar a mulher, suas angústias e dificuldades, suas quebras de paradigmas, bla, bla, bla…. Ele está escrevendo um livro sobre a “aventura” que será publicado em breve e disse que tem até convites para um filme de cinema, com sua história! Ele é descrito como um herói.

Nada contra heróis, aliás, nada contra esse homem, que fique claro.

Mas inevitavelmente, revi minha própria história. Um novo capítulo começou no dia 23 de dezembro de 2014, quando cheguei com malas e cuias nos EUA. Vieram roupas e sapatos, fotografias e louças, mas a Gabriela que fui um dia, ficou. Aqui, assim que pisei, perdi minha identidade. Literalmente. Porque deixei de ser a Gabriela Albuquerque (meu nome de solteira e pelo qual sou conhecida no Brasil) e passei a ser a Gabriela Silva (um nome que sempre me foi estranho).

As novidades e ajustes foram tantos, e tão difíceis no primeiro momento, que mergulhei de cabeça na inédita tarefa: mãe e dona de casa em tempo integral. Não haviam mais cursos universitários, mais projetos de trabalho, mais cafés com as amigas e nem ensaios de flamenco. Tudo era, arrumar a casa, fazer o jantar e cuidar da saúde emocional das minhas duas filhas adolescentes, que sofreram um bocado.

A solidão de um inverno americano, pode enlouquecer. Principalmente pela primeira vez: dias curtos, frio cortante, ruas vazias e muita escuridão. Logo de cara, meu marido, envolvido até a alma com seu novo desafio profissional, passou a fazer inúmeras viagens. Muitas delas para o Brasil, onde ele conseguia recarregar a sua energia de sol e família. A mim sempre coube ficar, cuidar das meninas, resolver problemas escolares, de saúde, de adaptação.

Lembro que eu, sozinha, tive que encarar uma nevasca logo no início, dirigindo apavorada para não me atrasar em pegar as crianças em seu primeiro dia de aula. Tive que negociar, e ouvir desaforos inesquecíveis, do funcionário do condado, quando fiz a matrícula da minha filha mais velha. Sem entender direito o que estavam me dizendo e sem conseguir encontrar palavras para responder à altura.

Elas chegavam da escola todos os dias, com lágrimas nos olhos, sofreram bullying e demoraram muito a serem aceitas nas escolas que estavam. Eu tinha que engolir minha própria solidão, ser mais forte e incentivar uma coragem que nem eu tinha.

O primeiro inverno, definitivamente, não me deixou nenhuma saudades!

As coisas, aos poucos, foram se acomodando. A escola ficou mais fácil, os dias clarearam e fui devagar recolhendo meus cacos. Me apaixonei por Washington. Tantos museus, tantas possibilidades. O dinheiro era curto, mas a cidade tem uma das mais vastas e gratuitas ofertas de atividade cultural que já vi. Mergulhei em cursos gratuitos, voluntariei, estudei…. Conheci imigrantes mulheres de todos os lugares, pobres e ricas. Em comum, muitas delas como eu, seguindo seus maridos.

A casa, para quem não está acostumado, parece um organismo vivo. Louças e roupas se multiplicam. A grama e as folhas entopem o jardim e a neve do inverno, vira lama. O trabalho não tem fim, é árduo, e mão de obra para serviços domésticos é caríssima – com justiça!

Então tudo isso sobra para quem? Para aqueles que tem mais “tempo”, que ficam em casa. Assim, sem querer e nem pensar, assumi um emprego – não remunerado – de 24 horas por sete dias na semana. Entre as minhas tarefas estão culinária, costura, jardinagem, motorista, faxineira, organizadora, compradora, cuidadora de cachorro, enfermeira, psicóloga, mecânica, etc. No meio desse bolo, me espremo para escrever (aqui meu blog pessoal), para estudar e para dar voz ao que sobrou de mim.

São tantas como eu, nesse mundão, e também dentro do próprio Brasil. Não me lembro de ter visto nenhum texto as exaltando, ou chamando-as de heroínas, muito menos com possibilidades de livros e filmes. A sociedade, como um todo, já espera que sejamos nós a assumir esse papel. E aí vem o segundo ponto da história, que para mim dói mais: quando me sinto exausta e reclamo, ouço com frequência: mas porque você não faz alguma coisa? Mas porque você não vai atrás de um “trabalho”? Como se somente um trabalho fora, tivesse valor. Herança desse mundo patriarcal e capitalista, onde somente interessam lucros e produtividade.

Tive a felicidade de passar 15 dias em Maui, no Havaí. Conheci um homem, que com a minha idade dá aulas de surfe e cria seus filhos. Ele aparenta pelo menos uns 20 anos a menos. Fez uma escolha e parece estar muito bem, obrigado! Não me iludo e sei que não é para todos, mas me pergunto, esse modelo de “TEM que ser Profissional”, bem sucedido (a), carreirista, é também para todos?

Acho que o trabalho doméstico “feminino” é invisível, menosprezado e desvalorizado. E é esperado que seja feito – quase sempre – pela mulher. Nessa corrida da vida e sucesso, é inegável que a linha de partida não é a mesma para ambos os gêneros.

Eu e meu marido nos conhecemos na faculdade e nossas trajetórias não poderiam ser mais diferentes. Ele, aos 46 anos, no topo da sua carreira e eu aos 42, correndo para preparar o jantar. Evidente que houveram méritos e conquistas da parte dele, resultantes de uma incrível força de vontade, que talvez eu não tive. Mas com muita franqueza, as oportunidades e condições de trabalho, nunca foram iguais.

Entretanto há vantagens imensuráveis! Ouvi de minha filha, dia desses, como ela é mais feliz aqui, mesmo com saudades de tudo no Brasil. O motivo? Estamos muito mais próximas. E doeu fundo quando ela disse, que tudo que faço por ela hoje, quem fazia no Brasil, era a Marcia (nossa ajudante doméstica) e que muitas vezes ela sentia que a Marcia é que era a mãe dela….

A verdade é, ser mãe em tempo integral implica em cuidar do material humano mais precioso de nossas vidas, nossa família. Por que nos sentimos então tão diminuídas de nossas escolhas? Por que somos tão cobradas e vistas como “menores”?

Minha teoria: a nossa sociedade não tem por hábito valorizar os “ossos” que seguram a estrutura. O que importa e brilha aos olhos é sempre o acabamento. Somos nós, mulheres e donas de casa, os alicerces, os encanamentos, que carregam esse edifício inteiro….

Um exemplo do que quero dizer: estivemos em um jantar de amigos recentemente. No bate-papo, super-agradável, meu marido contava suas descobertas pela Ásia, as comidas que experimentou, as novidades que viu em algumas das suas várias viagens de trabalho. Todos se admiram, todos param para escutar. Enquanto ele estava na Ásia, tendo reuniões com engravatados e happy hours, eu estava em uma cidade estranha, sem falar direito inglês, lidando com o portão da garagem que não abria, enquanto minha filha ardia em febre e eu não sabia o que fazer. Eu estava sozinha, perdida no supermercado entre tantos pacotes de macarrão, eu escrevia o que precisava dizer para professora fria e despreparada da minha filha, e depois colocava no Google tradutor para tentar decorar em inglês e ser capaz de me fazer entender. Essas foram minhas grandes aventuras!

Nessas horas sempre me calo, não tenho o que dizer, porque sei que ninguém se interessaria pelas minhas conquistas: “nossa consegui manipular o soprador de folhas e limpar o jardim” (podem rir, mas esse dia fiquei realmente feliz!) O que é ordinário e essencial é chato, desprezível, e é dessa maneira, que ainda em 2018, tratamos o trabalho de nossas mulheres. Inclusive de mulheres para mulheres, como ouvi em uma reunião de contribuição profissional para latinas!

Por falar nisso, fui mais uma vez à marcha das mulheres. Histórico, emocionante, inspirador! Tantas questões abordadas, tanta luta e vontade de virar a página. Me senti energizada e cheia de coragem, uma pontinha de esperança. Será que um dia deixaremos de ser essa força invisível que só é lembrada em anúncios clichês de dia das mães?

Entenderam as lágrimas?

Fim do artigo. Deixe seu comentário abaixo.

***

Livros infantis em português para brasileirinhos nos EUA. Veja abaixo!

New
Sale!

Portuguese

Sapo Cururú

Rated 4.75 out of 5
$14.99 $9.99
Sale!

Portuguese

Alecrim Dourado

Rated 5.00 out of 5
$14.99 $9.99
Rated 5.00 out of 5
$8.99
New
Rated 5.00 out of 5
$14.99
Sale!

Portuguese

Alecrim Dourado

Rated 5.00 out of 5
$14.99 $9.99
Sale!

Portuguese

Sapo Cururú

Rated 4.75 out of 5
$14.99 $9.99

Com formação em Letras, pela Universidade de São Paulo, Gabriela sempre foi apaixonada por literatura e todas as formas de expressões artísticas. Morando em Seattle, nos Estados Unidos, ela se dedica à escrita com um olhar mais atento sobre questões que envolvem os desafios de viver longe do Brasil, sempre com a preocupação de manter viva a identidade cultural brasileira.

Quais são as suas saudades do Brasil?

Um grupo super interessante de mães brasileiras pelo mundo se juntaram para criar um canal no YouTube onde vão compartilhar suas experiências de vida no exterior.

Neste vídeo do canal, elas contam pra gente o que mais sentem falta do Brasil. Embora a saudade maior seja da família que ficou para traz, cada uma delas relembra uma emoção, um sabor, ou um sentimento que reflete a conexão dos expatriados com a cultura brasileira.

Assista ao vídeo abaixo e depois responda nos comentários quais são as suas saudades do Brasil.

Se você gostou desse vídeo, se inscreva-se no canal do YouTube, siga a página do Facebook das Mães Brasileiras pelo Mundo para ver o que mais estas mamães super legais irão compartilhar conosco.Fim do artigo. Deixe seu comentário abaixo.

***

Livros infantis em português para brasileirinhos nos EUA. Veja abaixo!

New
Sale!

Portuguese

Sapo Cururú

Rated 4.75 out of 5
$14.99 $9.99
Sale!

Portuguese

Alecrim Dourado

Rated 5.00 out of 5
$14.99 $9.99
Rated 5.00 out of 5
$8.99
New
Rated 5.00 out of 5
$14.99
Sale!

Portuguese

Alecrim Dourado

Rated 5.00 out of 5
$14.99 $9.99
Sale!

Portuguese

Sapo Cururú

Rated 4.75 out of 5
$14.99 $9.99

Born in Brazil, Ana Cristina moved to the United States in 1999. Following the birth of her first daughter in 2011, she realized how important it was that she pass on her native language and culture to her children. As a result, she decided to create her own line of books and founded ABC Multicultural (former Little Gringo) in 2013.

The great effects of bilingualism on the brain

Benefits of a bilingual brain

Having an easier time traveling, watching movies without subtitles, being able to communicate with people from different cultures and places, having a better curriculum… all of that is well known as advantages of being bilingual. However, recent researchers have found out benefits to the brain that go far beyond that. Scientists have come to the conclusion that the brain of a bilingual or multilingual person actually works and looks different than the brain of a monolingual one. Studies that show the great benefits of being bilingual have changed completely the way bilingualism, especially in childhood, is seen.

Although it is known that all types of bilingual people can become fluent, the time and the way in which the language acquisition is given changes the effect it has on the brain. This is explained by the differences in the brain’s both hemispheres most dominant abilities. It is proved by science that the brain’s left side is more dominant in analytical and logical processes, while the right side of the brain is responsible for the emotional and social behaviors. This lateralization is developed gradually with age, and the language acquisition process requires the use of all of these functions. Putting all of this information together, the Critical Period Hypothesis was developed:

According to this theory, children learn languages more easily because of the plasticity of their developing brains, which lets them use both hemispheres in language acquisition, while in most adults, their language acquisition is lateralized to one hemisphere, usually the left. If this is true, learning a language in childhood may give more of a realistic grasp of its social and emotional contexts. Conversely, recent research showed that people who learned a second language in adulthood exhibit less emotional bias and a more rational approach when confronting problems in their second language than in their native one.

Here’s a summary of what bilingual brains do differently according to the study:

  • They show a higher density of the gray matter that contains most of the brain’s neurons and synapses.
  • They show more activity in certain regions when engaging a second language.
  • The high workout a bilingual brain receives throughout its life can also help delay the onset of diseases like Alzheimer’s and dementia by as much as 5 years.

You can check out more of this information in the video below:

End of artigo. Leave your comments below.

***

Books for babies and toddlers learning Portuguese. Click below to see more!

New
Sale!

Portuguese

Sapo Cururú

Rated 4.75 out of 5
$14.99 $9.99
Sale!

Portuguese

Alecrim Dourado

Rated 5.00 out of 5
$14.99 $9.99
Rated 5.00 out of 5
$8.99
New
Rated 5.00 out of 5
$14.99
Sale!

Portuguese

Alecrim Dourado

Rated 5.00 out of 5
$14.99 $9.99
Sale!

Portuguese

Sapo Cururú

Rated 4.75 out of 5
$14.99 $9.99

Renata was born in Belo Horizonte, Brazil. She is an International Relations student at PUC-MG and a Marketing Intern at ABC Multicultural. She studied English for many years and will soon study Italian abroad. So far, bilingualism has opened many doors for her and made many of her professional goals achievable. Renata believes in the benefits of raising bilingual children and preparing them to live in a globalized world.

Disadvantages of Speaking English as a First Language

English-speakers are among the least likely to be bilingual

Everyone in the world wants to speak English, and this is a problem. Not for those who want to learn English as a second language – they may have their work cut out for them, but they’re not the ones with the biggest linguistic challenge to overcome. It’s those who speak English as a first language who have the highest mountain to climb. Why? Well, they are the ones who risk remaining monolingual for life.

In the United States, only 25% of the population can converse in another language. The United Kingdom and Ireland have the lowest bilingualism rates in Europe: about two thirds of their population speaks only English. English is the world’s lingua franca: almost anywhere you go you can find someone who speaks English. The unfortunate result of that is English-speakers are a lot less motivated to learn another language. To many, it’s just not worth the effort.

Meanwhile, having basic knowledge of another language is pretty much the norm in most of the rest of the world and more than half of the world’s population is bilingual. It is precisely the need to learn the world’s language of business and pop culture, English, that drives many to become bilingual. However, the benefits of learning another language – any language – go far beyond the usefulness of the language itself.

Research has shown that being bilingual gives your brain a boost: it improves cognitive function in planning, working memory, concentration, and multitasking, among other areas. It can also delay the onset of dementia. Monolinguals miss out on all this and, sadly, those who end their lives as monolinguals, very likely started them as English-speakers.

There is a lot that can be learned from this. If English is your first and only language, know that it is never too late to start a journey toward bilingualism. The cognitive benefits apply well into adulthood. And if you are a parent raising children in a country where English is the majority language, invest in language education, whether that be at home or at school. It will be well worth your while.

End of artigo. Leave your comments below.

***

Books for babies and toddlers learning Portuguese. Click below to see more!

New
Sale!

Portuguese

Sapo Cururú

Rated 4.75 out of 5
$14.99 $9.99
Sale!

Portuguese

Alecrim Dourado

Rated 5.00 out of 5
$14.99 $9.99
Rated 5.00 out of 5
$8.99
New
Rated 5.00 out of 5
$14.99
Sale!

Portuguese

Alecrim Dourado

Rated 5.00 out of 5
$14.99 $9.99
Sale!

Portuguese

Sapo Cururú

Rated 4.75 out of 5
$14.99 $9.99

Silvia is a Brazilian journalist, teacher, and mom. She grew up in Canada as a bilingual child, speaking only Portuguese at home and English everywhere else. Throughout her adult life, she has lived, studied and worked in both Brazil and Canada. Silvia thinks that bilingualism has opened so many doors for her and she wants the same for her children.

Two languages, two personalities

reason or emotion? two languages two personalities

If you meet me, you might think I am well-mannered, soft-spoken, and intellectual. You may also meet me and find me to be warm, laid-back, loud, and funny. How is this possible? Well, it depends what language we are speaking when I make your acquaintance. In English, I am the typical polite Canadian: often overly apologetic and a little formal. In Portuguese, my native language, my personality changes. If in English I am more reason, in Portuguese, I am more emotion. My language is more casual, less guarded and warmer in my mother tongue.

I am not the only one to have different linguistic personalities. In a study done by linguists Jean-Marc Dewaele and Aneta Pavlenko, over a thousand bilinguals were asked if they felt like different people depending on the language that they spoke. Nearly two-thirds of them said that they did.

Other research has shown that people tell different stories according to the language they are speaking. In the 1960s, sociolinguist Susan Ervin from the University of California, Berkeley, showed adults fluent in both English and French some illustrations and asked them to make up a three-minute story in each language to accompany the pictures. The stories ended up having very different themes, despite being based on the same images. English stories emphasized female achievement, physical aggression, verbal aggression towards parents, and attempts to escape blame. In French, the stories tended to talk about domination by elders, guilt, and verbal aggression towards peers. I can relate to this study since I often use English picture books to tell my toddler stories in Portuguese. Almost always, the narrative ends up being quite different from the original English one.

People’s perception of themselves also changes in accordance to the language they are speaking. In a study at the University of Illinois, Michèle J. Koven asked French-Portuguese bilinguals to recount life events and personal experiences in both languages. After analyzing the results, she found that participants emphasized different personality traits depending on which language they used to tell their stories.

So, what causes this difference in personalities? Researchers believe it’s the different context in which you learn each language, as well as cultural aspects that may be deeply rooted in the languages themselves.

End of artigo. Leave your comments below.

***

Books for babies and toddlers learning Portuguese. Click below to see more!

New
Sale!

Portuguese

Sapo Cururú

Rated 4.75 out of 5
$14.99 $9.99
Sale!

Portuguese

Alecrim Dourado

Rated 5.00 out of 5
$14.99 $9.99
Rated 5.00 out of 5
$8.99
New
Rated 5.00 out of 5
$14.99
Sale!

Portuguese

Alecrim Dourado

Rated 5.00 out of 5
$14.99 $9.99
Sale!

Portuguese

Sapo Cururú

Rated 4.75 out of 5
$14.99 $9.99

Silvia is a Brazilian journalist, teacher, and mom. She grew up in Canada as a bilingual child, speaking only Portuguese at home and English everywhere else. Throughout her adult life, she has lived, studied and worked in both Brazil and Canada. Silvia thinks that bilingualism has opened so many doors for her and she wants the same for her children.

Deixei o Brasil e renasci Brasileira em Lincoln, Nebraska, EUA

Lincoln, Nebraska, EUA

Nunca fui patriota. Não fui porque sempre acreditei que fronteiras eram linhas imaginárias criadas pelo homem para criar ambientes hostis. Não que agora eu pense diferente, mas entendi melhor a sensação de pertencimento.

Quando você sai do seu país, você traz toda uma história que você adquiriu com aquela cultura. Você lembra das cantigas de ninar, das brincadeiras de corda, do primeiro passeio ao trabalho dos seus pais. Não que isso não ocorra em outros países, mas em cada cultura isso ocorre de uma maneira diferente. Cada cultura tem uma forma diferente de viver a infância. O boi aqui não tem a cara preta, o bicho papão não vai vir te pegar, você pega doce no Halloween, não em dia de São Cosme e São Damião. Bolo e guaraná e muitos doces pra você não serão ouvidos no seu aniversário. Mas tudo isso está dentro de você, a cultura da gente está entranhada até os ossos.

Me descobri brasileira quando chorei por não estar em minha cidade natal, o Rio de Janeiro, durante as olimpíadas de 2016. Não vivo aquela vibe. Não curti com meus amigos. Mas vibrei com cada medalha, chorei quando o hino nacional tocou, fiquei encantada quando mostraram meus locais favoritos na televisão.

Ser expatriada é sentir saudade o tempo inteiro, mas ter certeza de que você está tentando uma vida melhor. Pelo menos você pensa nisso todos os dias. E meu coração brasileiro faz questão de que minha filha tenha esse mesmo amor, afinal, foi lá que ela nasceu. 

Me descobri brasileira quando, mesmo com todos os problemas, defendi meu país de toda insinuação negativa. Porque problemas todo país tem, a sua visão é que faz com que você consiga lidar melhor ou pior com isso.

Essa sensação é linda. Aproveitar o melhor das duas culturas. Saber que seu país ainda está lá se você quiser voltar um dia, de braços abertos, esperando o avião pousar no Galeão.

Este artigo faz parte de uma série sobre o tema “expatriado(a)” que se iniciou com o post: Deixei o Brasil e renasci Brasileira em outro país.

~ end of post ~

Fim do artigo. Deixe seu comentário abaixo.

***

Livros infantis em português para brasileirinhos nos EUA. Veja abaixo!

New
Sale!

Portuguese

Sapo Cururú

Rated 4.75 out of 5
$14.99 $9.99
Sale!

Portuguese

Alecrim Dourado

Rated 5.00 out of 5
$14.99 $9.99
Rated 5.00 out of 5
$8.99
New
Rated 5.00 out of 5
$14.99
Sale!

Portuguese

Alecrim Dourado

Rated 5.00 out of 5
$14.99 $9.99
Sale!

Portuguese

Sapo Cururú

Rated 4.75 out of 5
$14.99 $9.99

Brasileira, do Rio de Janeiro, Livia mudou-se para os EUA por amor. Formada em Jornalismo, apaixonada por fotografia, história da arte, viagens e café. Lívia é escritora e publicou um livro sobre Comunicação e Tecnologia. Além disso, tem um canal no YouTube. Adora a cultura brasileira e espera ensinar tudo o que aprendeu à sua filha, Lúcia, principalmente o idioma.

Deixei o Brasil e renasci Brasileira em outro país

Deixei o Brasil e renasci Brasileira em outro país

Expatriado: Em qual país você renasceu?

Mudar de casa, escola ou trabalho faz parte do decorrer da vida de praticamente qualquer pessoa, mas mudar de país é diferente. Não é apenas mudar de endereço no globo—é falar outra língua, é fazer novas amizades, é mudar de paladar, de costumes, de cultura… É, enfim, mudar quase tudo! Mudar de país é renascer.

Nem tudo se ganha da nova cultura e nem tudo se perde da cultura de origem. Estes ganhos e perdas te transformam em uma nova pessoa. Você descobre que “renasceu” e trouxe consigo pelo menos algumas das raízes de sua origem. Como diz aquele velho diatado:

Você pode sair do seu país, mas o seu país nunca saíra de você.

Com frequência, o expatriado faz um exercício mental de análise e comparação, onde reflete sobre a cultura brasileira em um todo. Tem a tendência de identificar o que lhe encanta e o que lhe desencanta sobre as caraterísticas de comportamento e costumes do povo brasileiro. Após vivenciar a cultura de outro país, o expatriado acaba aprendendo ou se adaptando a maneira de viver, pensar, e agir de outro povo. Pessoas que cresceram com valores diferentes dos que os conhecidos, até então.

As vezes, o que aprendemos nessa vida nos faz crescer como seres humanos e nos transforma em pessoas melhores neste mundo. As pessoas são o que são muitas vezes por não conhecerem outra maneira de ser. Se a sua experiência vivendo em outro país pode ensinar algo de bom, compartilhe! Além de inspirar outras pessoas, você também pode educa-las sobre a cultura e costumes do país onde escolheu viver.

Conte a sua experiência! Comente abaixo ou escreva um artigo titulado “Deixei o Brasil e renasci Brasileira(o) …” No lugar da reticência (…) coloque o nome da cidade e país onde renasceu. Basta enviar um email com o seu artigo/sua história para press@abcmulticultural.com. Selecionaremos os melhores artigos para postagem aqui neste blog.Fim do artigo. Deixe seu comentário abaixo.

***

Livros infantis em português para brasileirinhos nos EUA. Veja abaixo!

New
Sale!

Portuguese

Sapo Cururú

Rated 4.75 out of 5
$14.99 $9.99
Sale!

Portuguese

Alecrim Dourado

Rated 5.00 out of 5
$14.99 $9.99
Rated 5.00 out of 5
$8.99
New
Rated 5.00 out of 5
$14.99
Sale!

Portuguese

Alecrim Dourado

Rated 5.00 out of 5
$14.99 $9.99
Sale!

Portuguese

Sapo Cururú

Rated 4.75 out of 5
$14.99 $9.99

Born in Brazil, Ana Cristina moved to the United States in 1999. Following the birth of her first daughter in 2011, she realized how important it was that she pass on her native language and culture to her children. As a result, she decided to create her own line of books and founded ABC Multicultural (former Little Gringo) in 2013.