“I’m American and Brazilian too!”

I’m American and Brazilian too!

That’s the answer my 6-year-old daughter gives anyone who questions her nationality. It may sound strange to some, but it is perfectly normal to her and to me.

My husband is American and he doesn’t speak Portuguese. We live in New Jersey, USA, where our daughters were born. Juliana (5) and Marina (2) are bilingual. They speak Portuguese and English perfectly for their age. With their aunts, Brazilian grandparents, the nanny, and myself, they speak only in Portuguese and rarely mix in any English. With their father, his family, and other American children they speak English.

I chose to raise my children bilingual from birth for two reasons:

1. Bilingualism will give them a lifetime advantage.

  • They will be able to (and already can) communicate with more people, including their Brazilian family.
  • They will have greater interest and ability to learn other languages.
  • Being fluent in Portuguese will help them be admitted to good colleges in the United States, Brazil, or other countries.
  • They will have more job opportunities in the United States and abroad.
  • They will adapt more easily if they choose or need to live in Brazil or another Portuguese speaking country.
  • They will be able to see and understand the world with a different perspective: one that is more open and inclusive (this is already true).

2. Portuguese is an inheritance they have a right to call their own.

When I received Juliana’s Brazilian passport at the Brazilian Consulate in New York and read, “Nationality: Brazilian,” my eyes filled with tears. I still get emotional when I remember that moment. Juliana, my first daughter, was only a few months old at the time. I thought to myself:

My daughter was born here in the United States, she is American, but she is Brazilian too! Since I am Brazilian, she was born with the right to be Brazilian. It is my duty as a mother to teach her the Portuguese language, so that she may not only know but also understand Brazilian culture and the social problems of Brazil. As a result, she will be able to exercise her right to Brazilian citizenship in any way she sees fit.

If I fail to teach Portuguese to my daughters, I will be taking away something that is rightfully theirs without asking for permission. I want my daughters to grow up proud to be American and Brazilian too! That is their identity. I want them to know where they come from so that throughout their lives it can be easier to choose where they want to go and which path to follow.

Portuguese as a heritage language and the opportunity to raise bilingual children

Portuguese is my native language and I am proudly fluent in it, as I am fluent in English, my second language. Despite speaking English every day at work, with my husband at home, and with everyone around me, I don’t allow that to influence my communication in Portuguese with my daughters.

I have spoken only Portuguese with my daughters since they were born, and that’s why they have learned their heritage language. It is a cultural and linguistic inheritance. It is a legacy that will always be part of their nationality and identity.

Many times, parents miss out on the opportunity to teach our children our native language while they are still young and able to easily learn the language.

Babies and children learn two or more languages at the same time naturally. They intuitively learn to switch from one language to another depending on the situation or the person with whom they are speaking. When it comes to learning a second language, we know that the best results come from early exposure. However, I also believe in the saying that it is “better late than never.”

If you are a Brazilian parent living abroad and want your children to grow up bilingual, choose to speak in Portuguese to them as much as you can. Educate yourself and get used to speaking to your children primarily in your native language, just as you would do it to a relative in Brazil. Read books and watch cartoons and children’s TV shows in Portuguese in order to encourage language development and to maintain your children’s bilingualism.

Daily exposure to different languages and cultures teaches children to be inclusive and to become adults with a better understanding of multiculturalism. Growing up bilingual is a special gift that I can give to my daughters and that you can give your children as well.End of artigo. Leave your comments below.

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Born in Brazil, Ana Cristina moved to the United States in 1999. Following the birth of her first daughter in 2011, she realized how important it was that she pass on her native language and culture to her children. As a result, she decided to create her own line of books and founded ABC Multicultural (former Little Gringo) in 2013.

“Sou americana e brasileira também!”

“Sou americana e brasileira também!” Esta é a resposta que minha filha de 5 anos dá a qualquer um que questione sua nacionalidade. Soa estranho para alguns, mas é completamente normal para ela e para mim também.

Sou casada com um americano que não fala português. Moro com minha família em New Jersey, nos Estados Unidos, onde nossas filhas nasceram. Juliana (5 anos) e Marina (2 anos) são bilíngues. Elas falam português e inglês perfeitamente para a idade delas. Comigo, as tias, os avós brasileiros, e a babá, elas falam somente em português e raramente misturam os idiomas. Já com o pai, a família do pai, e outras crianças americanas, elas falam em inglês.

Escolhi criar minhas filhas bilíngues, desde o nascimento, por dois motivos:

1. O bilinguismo traz vantagens e benefícios para a vida toda.

  • Elas poderão (e já podem) se comunicar e se relacionar com mais pessoas, incluindo os familiares brasileiros.
  • Elas terão maior interesse e capacidade para aprender outros idiomas.
  • A fluência em português poderá ajudá-las entrar em boas faculdades aqui nos Estados Unidos, no Brasil, ou até mesmo em outros países.
  • Elas terão mais oportunidades de trabalho dentro e fora dos Estados Unidos.
  • Elas se adaptarão melhor a mudança de país, caso queiram ou precisem morar no Brasil ou em qualquer outro país onde se fala o português.
  • Elas serão capazes de ver e compreender o mundo com uma perspectiva diferente, mais aberta e mais inclusiva (o que já acontece).

2. O português é uma herança que, por direito, pertence as minhas filhas.

Quando recebi o passaporte brasileiro da Juliana no Consulado Brasileiro de Nova Iorque e li “Nacionalidade: Brasileira”, meus olhos se encheram de lágrimas. Ainda hoje, me emociono quando recordo a cena. Naquela época a Juliana, minha primeira filha, tinha apenas poucos meses de vida. Eu pensei:

Minha filha nasceu aqui nos Estados Unidos, ela é americana, mas ela é brasileira também! Por que eu sou brasileira, ela nasceu com o direito de ser brasileira. É meu dever como mãe ensinar a ela a língua portuguesa, para que ela possa não apenas conhecer, mas também compreender a cultura brasileira e os problemas sociais do Brasil. Desta forma, durante sua vida, ela poderá exercer este direito de cidadania brasileira que possui em todos os sentidos que desejar.

Se falhar no ensino do português às minhas filhas, estarei tirando um direito delas sem nem pedir permissão. Quero que minhas filhas cresçam orgulhosas de serem americanas e orgulhosas de serem brasileiras também! Pois esta é a identidade delas. Eu quero que elas saibam de onde vieram, para que durante suas vidas, seja mais simples e fácil escolherem para onde querem ir e qual rumo ou caminho desejam seguir.

O português como língua de herança e a oportunidade de criar filhos bilíngues

O Português é minha língua nativa, na qual sou orgulhosamente fluente, assim como sou fluente em inglês, minha segunda língua. Apesar de falar inglês todos os dias no trabalho, com o marido em casa, e com o mundo ao meu redor, não deixo que isso influencie minha comunicação em português com minhas filhas.

Falo apenas português com minhas filhas desde que nasceram, e é por isto que elas aprenderam a língua que lhes pertence como herança. Uma herança linguística e cultural. Uma herança que faz e sempre fará parte da nacionalidade e identidade de cada uma delas.

Muitas vezes somos nós, mamães ou papais, que por motivos diversos, perdemos a oportunidade de ensinar para os nossos filhos a nossa língua de origem quando eles ainda são pequenos e conseguem aprender com naturalidade, sem obstáculos. Bebês e crianças pequenas aprendem facilmente e naturalmente dois ou mais idiomas ao mesmo tempo. Eles intuitivamente aprendem a mudar de um idioma para o outro, dependendo da situação ou pessoa com a qual estão interagindo.

Quando se trata de aprender uma segunda língua, sabemos que o quanto mais cedo iniciarmos, melhor será o resultado. Porém, também acredito naquele velho ditado: “Antes tarde do que nunca!”

Se você é uma mamãe brasileira (como eu) vivendo fora do Brasil e quer que seus filhos cresçam bilíngues, tome uma decisão: Escolha falar apenas em português com seus filhos. Se eduque e se acostume a falar com seus filhos somente na língua nativa, assim como você fala com um parente no Brasil. Leia livros e assista desenhos e programas infantis em português para incentivar o desenvolvimento da língua e manter o bilinguismo dos seus filhos.

A exposição no dia-a-dia a diferentes línguas e culturas ensina as crianças a serem inclusivas e a tornarem-se adultos com uma compreensão maior às diferenças socioculturais em todo o mundo. Crescer bilíngue é um presente muito especial que posso dar às minhas filhas e que você pode dar aos seus filhos também.Fim do artigo. Deixe seu comentário abaixo.

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